Dê lugar ao caos (deixe-me entrar)

Era uma vez uma Casa. Uma Casa muito arrumadinha e certinha. Ela era de um azul suave e leve que mostrava ainda mais a limpeza que a casa tinha. Tudo estava limpo. Tudo estava certo. Até algo mudar tudo.

Tudo começou com um vidro, um bem simples de primeira vista. Ele estava na mão de um camundongo que estava sentado em uma almofada que havia sido arremessada por uma bruxa. Era uma bruxa diferente, era na verdade uma mulher comum e só recebia esse nome por morar na Casa número 61, bem a frente da nossa personagem principal. Algo, porém, acontecia com a bruxa. Ela tinha 16 anos (engraçado, não?) e acabara de torcer o ombro. Ficou tão zangada com isso que arremessou a almofada de seu sofá pela porta de sua Casa. A almofada, porém, acertou a janela da nossa Casa e a quebrou. Se não fosse pelo vidro que estava na mão do camundongo que estava na almofada, a janela não teria se quebrado; mas quebrou. Ao ouvir o barulho, a bruxa decidiu ir se redimir com a casa, por tê-la quebrado. A Casa a recebeu com muito carinho, porém tinha medo. Medo da bagunça da bruxa ao entrar em sua casa. Mas era tarde demais.

DSC04890A Casa lhe serviu um delicioso chá com peixe e botas secas à bruxa, que muito a vontade observava o relógio agressivo à parede. A senhora Casa percebeu o incômodo e então disse a bruxa que retirasse o simples e límpido relógio da parede. A bruxa tirou, e ao retirar entrou em sono profundo por causa da água que começou a respirar em sua cara saindo da parede onde o relógio estava. Nisso, na casa já toda molhada e inundada, uma incrível lagarta aparece remando em uma folha no rio que havia se formado. Muito simpática, começou a conversar com o camundongo e seu filho camundongo que acabara de sair de uma crisálida que estava no relógio assustador.

A Casa ainda estava atordoada em meio a tanta bagunça quando sua cabeça explodiu por causa de tanta água. Resultado? Todas as janelas quebradas. Após sua cabeça explodir, Casa chorou amargamente pela situação. Ninguém morava na Casa. A Casa era vazia de pessoas para que não sujassem nada. E agora tudo estava bagunçado e caótico. Mas não era o fim. A história ainda precisa de um príncipe para despertar a bruxa! E quem será esse príncipe?

O príncipe será a mesa, que escorregou escada abaixo e acertou a cabeça da bruxa fazendo-a despertar, muito grata e com dor de cabeça.

Casa não se desesperava mais; Casa amou a confusão e sorriu. O que ela esperava agora era que isso não acabasse mais, pois apenas assim ela conseguiria ver a alegria pousar sobre ela. Uma incrível borboleta de asas amarelas 99.

Moral do era uma vez: sempre esteja preparado para quando a bagunça chegar (e ela sempre chega).

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