O beijo de Juliana, de Osame Kinouchi

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O beijo de Juliana, Osame Kinouchi

Em O gene egoísta, obra que visa explicar a evolução na perspectiva do gene e não do organismo, Richard Dawkins trata o sorriso como um mecanismo que foi selecionado pois permite aos pais saber quais de suas ações são mais benéficas a suas crias, de modo que a partir do ponto em que um sorriso passa a ser algo recompensador, este pode ser usado como uma ferramenta de manipulação, ou seja, o gene de um indivíduo que sorri tem mais chances de sobreviver. A partir dessa perspectiva, até que ponto pode-se considerar o beijo de uma criança como algo puro e verdadeiro e não com motivação puramente egoísta? Existe solidariedade que não emerge do egoísmo? Vale a pena se preocupar com esses paradoxos?

O beijo de Juliana não é um livro de respostas, mas um lugar onde opiniões diferentes se encontram. O livro é composto por e-mails que foram trocados por quatro físicos onde estes falam de forma totalmente descontraída sobre assuntos diversos, como futebol, política, religião, felicidade, ciência, filosofia, pensamento humano, vida, cada um apresentando sua cosmovisão seja questionando, provocando, afirmando, de modo a deixar a leitura intrigante e diferente das demais que também tratam desse tema.

Quanto mais o texto caminha, mais desperta curiosidade, já que este vem apresentando questões que são sempre seguidas por uma discussão, de modo que são lidas já se esperando pela opinião que cada um irá expor. É um livro que provoca e que inevitavelmente faz com que se reflita sobre pontos que todos nós já pensamos antes, mas a partir de uma perspectiva diferente agora, ou até mesmo que nunca foram pensados.

Ao que cabe a mim concluir, o livro alcançou um de seus objetivos se este for fazer com que se reflita sobre a distância que há entre o conhecimento científico e a vida humana, os dilemas que surgem nessa distância e como estes se relacionam entre si. Se fosse possível resumir sua essência em uma só frase retirada do próprio livro, ‘Já pensaram dessa maneira antes?’ faria um bom papel. Entretanto, há muito mais nesse livro do que pode caber em uma frase.

Os sapatos vermelhos

Os sapatos vermelhos estavam ali. Parados. Esperando serem usados. Mas não por qualquer um, pois queriam apenas uma garota. A que estava deitada a uns 500 metros de onde o sapato estava.

A vida desta garota era lindamente fácil. Fazia coisas legais a todo o segundo. E eram realmente legais. Ela adorava ouvir blues, rock e até um pouco de reggae. (Os sapatos dela eram pretos, um preto muito vivo). E enquanto ouvia essas músicas, a sua mente dançava. Não com o corpo, porque era superficial para ela, mas com a alma, com o espírito que a levava a jardins floridamente pretos e noturnos. Não apenas na música, mas em outras coisas ela também se destacava como no gosto pelas cores. Uma época pensou que fosse amarelo, a sua cor preferida, e de fato, ela ainda sentia brilhos solares em sua barriga quando via essa cor.Porém uma cor em especial, passou a cativá-la mais do que nunca. (Morango. Pimenta. Coração).  Sim, vermelho era a sua cor. Com ela, sentia a suavidade de rosas, a luxúria de casas mal-assombradas, e o fervor de pimentinhas ardidas. O seu amor por HQ’s era estranhamente lindo, porém diferente das outras pessoas, que sabiam de tudo sobre todos os super-heróis. Ela os amava, mas tinha as suas preferências.

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Ela não falava. Às vezes até queria. Mas preferia ouvir e conversar com seus próprios pensamentos e medos. Como num dia, que irei narrar a seguir.

“A garotinha da cor vermelha estava temerosa. Acabara de ver o vulto assustador. Ela não podia fazer nada (e não podia mesmo), então resolveu conversar com o tal Tranido (nome que ela deu ao monstro por achar fofo). E foi assim:

– Querido Tranido, por que me assombras assim? – perguntou timidamente, e para sua surpresa ele respondeu:

– Minha sssssssssss cara vermelhinha, peço perdão pela sombra, ssssssssssss, mas a minha vergonha é maior do que a sua – falou Tranido, mais timidamente ainda.

– Então já que não és mau, acho que não haverá mais motivos para a minha timidez. Muito boa noite Sr Tranido, gostaria de compartilhar comigo um banho de arroz?

O resto da história já deve ser fácil de imaginar; criaram uma amizade fofamente amiga, e o único temor que ela tinha era agora do amanhecer”.

A nossa menina adorava sociologia, estudar o comportamento das pessoas… Ela fazia isso sempre, com os olhos, apenas.

Mas mais do que todas essas coisas, a pequena garota amava a sua gata, que se chamava Ane Marie. Um nome um tanto engraçado, mas com ele dá pra formar muitas coisas, como Mari Ane. Essa pequena gatinha que a amava também, a todo instante subia em seu colo sentado e se remexia deixando até um pouco de inveja na menina avermelhada. Mas o amor era tanto, que era impossível deixar a inveja vencê-lo. Por mais estranho que pareça, era aquela gata que lhe ensinava a vida. E a essa gata, ela daria tudo o que tinha e conseguiria o que não tinha para tê-la também.

(Um detalhe importante do qual me esqueci de comentar. A garotinha adorava meias de dedinho)

(Outra observação. Para entender a incrível história da menina e da gata, você terá que ler outra história, chamada Uma fita vermelha na bola de lã).

Nessa parte da história haverá dois problemas vermelhamente infelizes, que planejava deixá-los para o fim, porém, será impossível prosseguir com a história sem o conhecimento do leitor sobre esses fatos.

O primeiro é o nome da menina. Seu nome era Lola. E ela o amava. Na verdade, era seu nome preferido depois de Ane Marie, por causa de seu amor pela gata.

O segundo problema, e o menos importante, é o fato de a garota ter paralisia completa. Ela não mexia nada, nem um só músculo. Na verdade, mexia as pálpebras e conseguia movimentar levemente as suas narinas e suas orelhas, mas só depois de muito treino com Ane Marie.

Voltando a sua vida… Lola um dia passeava pela rua com sua gata e sua cadeira negra. Caía um leve orvalho. Quando se deparou com os sapatos vermelhos mais encantadores de sua vida. No momento, ela o quis desesperadamente, mas apesar dos gostos burgueses já apresentados, a garota não tinha dinheiro. Então logo fez com que sua vontade descesse para o umbigo.

Ane Marie lhe sugeriu que entrasse para prová-los. Lola não resistiu e entrou rapidamente (ou rodantemente, como preferir). Quem estava lá dentro era um alguém, que colocou em seus pés os sapatos dançantes. Ao olhar para o garoto a princípio, não o viu, mas depois de colocar os sapatos, deduziu muitas coisas sobre o menino. Coisas que serão enumeradas a seguir.

1-      Amava coisas loucamente físicas e caóticas

2-      Universo❤

3-      Escrevia muito bem

4-      Tinha uma fofura jorrante

5-      MG para ele era Minas Gerais

 

Não sabia muitas coisas. Não sabia nada. Mas até que sabia bastante por um mero olhar. Ela não sabia bem o que era aquilo, mas a pessoa que tinha lhe posto os sapatos, a fazia sentir dentro de si uma girafa dançante, fazendo-a rir sozinha.

Depois disso, foi embora. Dizendo nada. Como sempre.

Porém no dia seguinte, os sapatos a chamaram novamente, e ela foi lá, sentir o sapato. Os encontros passaram a ser repentinos, ao ponto dela aprender algo mais sobre o menino. Seu nome? Era Tirano (e esse nome realmente a havia encantado também).

Numa manhã, de 8 de junho, algo lhe disse algo. E ela até que tentou conseguir mexer as orelhas o suficiente para tampá-las, mas as tentativas eram inúteis. Ouviu e ouviu, e levemente, e suavemente, sem perceber, seus dedos dos pés começaram a se mover. Reação da menina? Nenhuma! Ela não havia sequer percebido, mas algo havia. Um sorriso. Um sorriso de uma gata. Como os dos gatos de Cheshire.

Naquela noite, seus movimentos aumentaram; assim como no dia seguinte também. E o que havia? Havia um sorriso. Havia um Cheshire.

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Os movimentos aumentavam e aumentavam, até que pararam de progredir. O que faltava? Lola não sabia dizer, porque havia dois dias que tinha conseguido comprar o sapato que tanto queria. Não era possível o causador da falta de progresso ser o vermelho. Mas essa era a opinião de Ane Marie. E por confiar em sua gatinha de olhos e mãos vendadas, devolveu o sapato à loja. E dessa vez houve um convite e houve uma resposta.

– Volte aqui amanhã – Disse Tirano – Se não o quis em sua casa, prossiga com o que fazia antes de comprá-lo.

E já com a fala desenvolvida, Lola disse:

– ‘-‘ Ok, eu virei.

E veio, e provou,  então algo de novo começou…

Lola sairia algum dia de sua cadeira negra? Um grande pequeno sorriso dizia que sim. Ela vermelha? Nada dizia, apenas vivia, ouvia, aprendia e se mexia.

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Após ter o completo movimento de seus braços, Lola fez algo. Fez um poema. E a todos citarei, pois há algo nele que me deixa boquiaberto. E isso é a resposta. A resposta que Lola encontrou, mesmo sem saber, foi o amor. Ela amava aquele menino? Talvez ainda não o amasse, mas o amor estava ali, de um jeito ou de outro. Seja através do sapato, ou do vermelho. Ali ele era.

“Doce cereja que agora almofada os meus pés,

Cubra-me também nas mãos, e talvez eu veja o que és

Mas talvez nem nas mãos, nem nos pés precise estar para que eu te descubra

Talvez precise estar em minha unha

Mas minhas unhas são pequenas, são duras

Quero mesmo que você esteja onde os olhos não procuram

Esteja nos ovos de manhã

Esteja no bacon do cutãn

Mas esteja também nos pés que me assombram

Nas danças que me aguardam

E no poço de água que recolho no verão

Esteja no pimentão do macarrão

E nas meias enfeitadas de pimentas

Esteja em cubículos em minhas bochechas

E em tiras nas geladeiras

Espero que ao olhar para o pôr do sol eu veja você

E ao acordar abrace um lance

de escadas brilhantes

E que balance o lustre cantante

No fim das contas, quero você em um só lugar

Em todo momento

Que tal você ficar comigo no relento?

Porque no relento você o fará de novo

Você se colocará nos meus pés com muito entoo

E por favor, isso te peço com certeza

Nunca saia dos meus pés, para não tirar minha clareza

E que mesmo que você fique sujo,

Que o orvalho do amor repare tudo!”

– Camila Matias  09/06/14    21:30

Princesa Brazul termina um jantar com um terrível pisão no pé da princesa Goiabada

A tempestade clarida

Trouxe uma vaca

Manchada

Trancada

Asmática

E a cabeça da cabeçuda

Dizia algo da carrancuda

Nunca beba a limonada

Nunca coma as tortas encharcadas

Mas o que mais dizia

parecia

aquarela

“Cortem a cabeça dela!!!”

O cabelo levantado

e estupefato

Também dizia algo

Quer você goste ou não dela,

aquele gado pertence a ela

E os gnomos abaixados com o bumbum pra cima

Entoavam sempre a mesma sinfonia

“Suba no trem!” “Suba no trem!”

É o que diziam

O que havia com aquele apontador mágico

que pulava para um lado?

Uma dança giratória havia

Um burro jumento existia

E o Rambo grunhia

O que grunhia?

Grunhia um feijão soviético abraçado

E escancarado

No Capitalismo Sênior

No rio de horror

João Pessoa ria, nu

E balançava a cabeça como um urubu azul

Tipo a princesa Brazul

Que usava um vestido cor de anu

E que essa coisa anuada

não enrosque no pé da Goiabada

Na doce princesa das goiabas

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História da acústica

Quando olhamos para a história da física, vemos como esta passou por muitas mudanças até chegar no que entendemos hoje. Desde o Egito Antigo, é possível notar a importância que a música, e consequentemente o som, tinha para aquela civilização e como os conceitos da acústica foram evoluindo até aqui.

Na China, o estudo da música e do som era basicamente centrado na medição. Os chineses classificaram o som por timbre e por altura e especificaram escalas musicais, o que exigia uma afinação perfeita. Eles foram aprimorando suas habilidades com a afinação usando sinos, já que um sino bem afinado podia ser usado como padrão, de modo que se outro sino tocasse em ressonância, estava devidamente afinado. Em 270 a.C., um ministro do Imperador Huangundi, Lin Iun, foi encarregado de estabelecer um padrão de altura para a música, o que chamamos de pitch. Ele obteve sua nota a partir de uma haste de bambu.

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Som sendo captado pelo ouvido humano

Já na Grécia, muitas foram as pesquisas relacionadas a acústica, que para Pitágoras e seus discípulos, refere-se a natureza do som e a teoria matemática da escala. A Escola Pitagórica determinou a escala a partir dos números inteiros pequenos, com base nos acordes produzidos por cordas vibrantes. Para Euclides, a altura do som aumenta com o número de movimentos produzidos. Ele admite também que o número das vibrações é inversamente proporcional ao comprimento da corda em vibração. Arquimedes de Siracusa determinou a lei do inverso do quadrado da distância para a intensidade acústica e Héron sugeriu que o ângulo de incidência do som em um sólido é igual ao ângulo de reflexão, de modo que assim, foram determinados os dois princípios fundamentais da acústica geométrica, base fundamental da arquitetura dos teatros gregos.

Guido D’Arezzo foi um monge beneditino italiano que regia o coro da Catedral de Arezzo. Ele foi o responsável por atribuir as notas musicais pelas sílabas ut, re, mi, fa, sol, la, que coincidem com as iniciais dos versos que compõe o hino de São João Batista. A nota si só aparece no século XVI. Em 1673, surge a sílaba do que substitui ut.

Na Idade Média, as primeiras catedrais possuíam suas condições acústicas totalmente inadequadas. As abóbadas e cúpulas provocam uma série de reflexões e concentrações de som que dificultam a audição, problema que foi aumentado com o estilo gótico, pois as distâncias percorridas pelo som aumentaram e consequentemente, as reflexões também, de modo a aparecerem os ecos. Esse fenômeno favorecia o canto gregoriano, pois reforça a sensação de grandiosidade. A partir de 1600, surgem a melodia, a cadenza e o compasso, aumentando as possibilidades musicais.

Galileu Galilei, famoso representante do pensamento moderno, verificou que a sensação de altura musical é diretamente relacionada à frequência. Isso marca o início da física da música em sua concepção atual.

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Ondas longitudinais e transversais

Hoje sabemos que o som nada mais é do que ondas mecânicas, sendo a onda uma variação espacial, caracterizada pelo transporte de energia. Existem dois tipos de onda, as longitudinais, onde o movimento de oscilação é na mesma direção de propagação da onda, e as transversais, onde o movimento de oscilação é na direção ortogonal a direção de propagação da onda. O som é uma onda longitudinal.

História da ótica

Desde os tempos mais remotos, a ótica tem despertado interesse na humanidade e começamos com a questão mais fundamental: o que é a luz? Há muito os homens tentam responder essa pergunta, a começar pelos gregos, que acreditavam que os seres vivos têm uma tênue chama dentro dos olhos. Não demorou muito para essa ideia parecer absurda, então Aristóteles sugeriu que  não seria nem fogo, nem algo material, mas sim um estado do meio, de modo que a luz sai dos corpos e precisa de um meio para se propagar. Essa teoria foi evoluindo de modo que não havia mais a ideia de “fogo visual”, mas sim pequenas perturbações no meio que são detectadas pelo olho. Foi então com Euclides que a ideia de raio e ângulo foi introduzida; era necessário explicar como objetos muito maiores que o olho eram introduzidos nele.

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Experimento de ótica feito por Newton

Na Idade Média, Kepler introduz uma nova definição para a luz: emanação não material e divina. Entretanto, com o início do pensamento moderno, o mundo passou a ser visto com os olhos da razão, de modo que os pensadores abraçam as ideias de Kepler, porém abandonam sua parte “divina”. No século XVIII, pensadores como Newton e Copérnico passaram a explicar o fenômeno óptico através da associação ao modelo mecânico, que aflorara nesse período. Segundo Descartes, a luz é “perturbação transmitida por meio mecânico”.

Robert Boyle, cientista considerado experimentalista, foi o responsável por deixar a divisão entre dois conceitos muito importantes para a física bem clara: o fato e o modelo. O fato se define pela observação da natureza, pelo fenômeno em si, enquanto que o modelo vem depois do experimento, de modo a tentar explicar o fenômeno. Esses dois conceitos devem ser bem separados, pois assim o desenvolvimento da ciência se dá de forma mais rápida, já que, se o modelo estiver errado, pode-se partir novamente direto do fato, que não muda, e não desde o princípio. Gaston Pardies, introdutor do conceito de vibração, baseou-se no experimento de Boyle da bomba de vácuo e concluiu que como o som não se propaga no vácuo, logo a luz também precisa de meio para se propagar, sendo considerado o éter esse meio.

Durante o século XVII, Huygens, principal defensor do modelo ondulatório, acreditava que a luz era uma onda que se propaga através de um meio, o éter, pensamento oposto de Newton, que era defensor do modelo corpuscular, no qual a luz seria composta de partículas, conforme a publicação de sua obra “Óptica”, em 1704.

Com o século IXX, o modelo ondulatório ascendeu enquanto que o corpuscular declinou, por conta da detecção dos fenômenos de interferência e difração, característicos das ondas, na luz, de modo a concluir que esta só poderia ser onda. Ainda no século IXX, um grande passo na história da ótica é dado por Maxwell. Agora, ótica e eletromagnetismo não são mais duas áreas distintas do campo da física, mas sim a mesma. Maxwell provou na teoria que a luz é uma onda eletromagnética e possui velocidade de propagação definida. Essa velocidade foi medida experimentalmente por Hertz, que comprovou que a teoria de Maxwell estava certa. A ideia de o éter ser o meio de propagação da luz nunca foi constatada, de modo a ter sido abandonada.

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Decomposição da luz por um prisma pelo fenômeno de dispersão

Entretanto, com o caminhar da ciência, foram aparecendo problemas que a ótica ondulatória não consegue explicar. Agora, segundo Einstein, a luz não precisa de meio para se propagar e está relacionada a uma quantidade finita. É introduzido então o conceito de fóton, a quantização de energia. Com o modelo ondulatório, tínhamos uma absorção de energia linear: o elétron absorvia o quanto achasse necessário. Agora, no século XX, a absorção de energia é diferente: o elétron a absorve em pacotes, não mais uma quantidade arbitrária, mas sim um valor definido de energia.

Heisenberg se perguntou sobre como a luz podia se comportar de dois modos diferentes, ora como partícula, ora como onda, simultaneamente e vemos aqui um fim para o conceito dual da luz: nem onda, nem partícula, mas uma excitação quantizada dos modos normais do campo eletromagnético, ou seja, uma propagação de “nível energético”, energia.

Há muita coisa para se descobrir ainda a respeito da natureza da luz, toda a evolução desse conceito que vimos até então não passa da ponta do iceberg. Entretanto, como pudemos observar através da história, o progresso da ciência não para, de modo que ainda veremos a natureza física da ótica ser explicada de forma diferente e cada vez mais clara.