A janela caminhando brilhantemente pela estrela jardineira

A luz na janela

Me disse em sentinela

O suave brilho do seu beijo em mim

E a estrela agora num alto jardim

Começa a caminhar no seu fim

– Camila Matias 10/06/2014

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Princesa Brazul termina um jantar com um terrível pisão no pé da princesa Goiabada

A tempestade clarida

Trouxe uma vaca

Manchada

Trancada

Asmática

E a cabeça da cabeçuda

Dizia algo da carrancuda

Nunca beba a limonada

Nunca coma as tortas encharcadas

Mas o que mais dizia

parecia

aquarela

“Cortem a cabeça dela!!!”

O cabelo levantado

e estupefato

Também dizia algo

Quer você goste ou não dela,

aquele gado pertence a ela

E os gnomos abaixados com o bumbum pra cima

Entoavam sempre a mesma sinfonia

“Suba no trem!” “Suba no trem!”

É o que diziam

O que havia com aquele apontador mágico

que pulava para um lado?

Uma dança giratória havia

Um burro jumento existia

E o Rambo grunhia

O que grunhia?

Grunhia um feijão soviético abraçado

E escancarado

No Capitalismo Sênior

No rio de horror

João Pessoa ria, nu

E balançava a cabeça como um urubu azul

Tipo a princesa Brazul

Que usava um vestido cor de anu

E que essa coisa anuada

não enrosque no pé da Goiabada

Na doce princesa das goiabas

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Havi – a

Havia uma espuma rosa nos pés da árvore

Havia um balanço,

um céu, havia

Havia um frio,

uma grama, havia

Havia um abraço antes,

no meio e no fim da dança, havia

Havia a dança acontecendo

com olhos bem abertos, havia

Havia porém um fim que não havia

Uma corneta a uma distância que nem existia

Havia a saudade misturada com fita de cetim azul

E as lágrimas que esperavam o existir vermelho daquele havia

Havia, havia, havia o não-havia

E a parte mais bonita do não-havia, é que ele não existia

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Só a espuma rosa fazendo cócegas nos pés da árvore…

(Ps. Devia ter um caracol velho por lá também, mas quem sabe se ele era real)

Redundância Redundante Girante, Dançante, Cogumelante.

A lua? Para nós, é quadrada.
O sol? Inverso, invertido, controverso, refletido.
Estrelas? Alegres, pungentes, eldorados, remetentes.
Pulgas? Sempre contentes.
Solidão? Reflexão, paixão, passado.

Estávamos sozinhas, cada uma por si só.
Saltando com pliés de uma perna só.
Calçando corações e caindo solidões.
Girando a lua acima da cabeça sem pretextos ou discussões.

O que acontece agora? Chato e fétido para alguns.
Mas pra nós? Graça e redundância.

O pé direito agora vai para lá e o esquerdo para cá.
Giramos a lua todas juntas e discutimos:
-Mais firme, estais muito frouxa,
já basta na escola que só falta levar uma colcha!
Ou então:
-Muito bem “Paloma”, não estais numa gangorra… Lida bem com essa situação como com seu namorado grandão.
Mas olhando para o resultado o que se vê é, uma enorme lua que balança
Enquanto nossos pés sentem a dança
e os sorrisos caídos que entoam os veredictos com ar de desconfiança.

O que mais falta no poema pra você aceitar?
O que falta para aceitares a loucura que se recusa a parar?
Ah, sim! Faltam nomes! Faltam citações!
Então digo a ti, que cuides da tua cabeça…
Rainha de Copas é o que não falta por ai e com esse belo sorriso ela irá te persuadir
Por isso, encare essa dança e se encontre com Sancho Pança que canta com o Chapeleiro maluco nessa mesma entrância.

Uma dica a ti dou, minha jovem padawãn, nunca queira lutar com um jovem castiçal.
Pois é certo que ele irá vencer e as chamas de sua vela irão lhe derreter…
Outro conselho é não deixe. Não deixe.
Que palavra bonitamente estranha… Mas mais bonita que estranha por isso nunca poderá ser estranhamente bonita.
Não deixe tirarem de você a doçura que deixa transparecer. E a doce delicadeza delicada e saltitante com muito prazer.

Uma nota aleatória aqui colocarei.
Nunca esfregue seu colchão
Com a pena de um pavão.
Ou melhor, com um macarrão em decomposição. 

Prosseguindo com a saltitância, direi com confiança o respeito que tu tens.
Sempre com amor, nos direciona ao couve flor (couve flor na minha língua quer dizer coisas corretas, se quiser saber porque depois venha me perguntar pois estou com preguiça de escrever)
E nos desperta a lembrar dos detalhes que nos fazem sancricionar (palavra que acabei de inventar e significa uma mistura de sentimentos, é a tradução mais próxima, sendo ela um sentimento novo)
Dou agora em sua memória, por tanta estima, duas palavras minhas… Sancricionar e couve flor
Por favor, aprecie com moderação, pois palavras minhas eu nunca dou não.

Doce Leveza, falarei de ti agora com muito arrepio.
Tu me fazes lembrar o brigadeiro causador do caos.
Portanto, tu me lembras do caos e assim só traz boas memórias.
À tua leveza hoje brindarei com muito uísque feito de cereja e morango ralado.

Agora, por fim,
Falarei de mim,
O que fará com que eu fique com dor de barriga.
Por quê? Simplesmente porque eu me amo demais… Aliás, eu amo minha loucura.
E pra falar de mim, terei que falar dela,
Terei que falar das flores e das alcapelas. (Alcapelas na minha língua significa coisas idiotas que fizemos)
A loucura que me faz vestir o chapéu do meu duende como meias.
E esta também que me faz falar com o unicórnio preto que me visita a cada segundo.
A insanidade que traz umbreiras grudentas e facas laborentas (com lepra) vestindo remédios nasais.
Se eu preciso dizer algo mais invente você o resto do poema por que pra mim, agora, tanto faz.
A dança poemística agora não sai da minha cabeça e pra escrevê-la aqui, precisaria de jornais (ou seja, mais espaço) 

-Camila Matias 31/05/2014 19:14