Cricket no pecado


Não é uma folha.
Não é o que, flutuando, passa sem deixar marcas. Não é aquilo que transmite apenas a sensação do estar.
Isso é o que é. E é o que? Uma bolha de sabão, que ainda suave toca a pele e estoura trazendo sentimentos de arrepio e insensatez… É aquilo que após o toque, mesmo enquanto parte, causa o vazio, pois não apenas estava mas “era” onde estava.
E enquanto está longe, vem a lembrança dos momentos sentidos, surreais e risonhos que apenas funciona com o toque.
Quando uma se deita aqui, a outra se deita lá. Sim. O que uma sente, a outra sente também. A dor que uma sente, a outra sente também. E essa dor que consome o restante do delicado toque que um dia ocorreu, não tem fim enquanto existe a distância.
Mas eis o que há de belo! A distância está. Nós, somos!
A distância estando, não estará mais. Mas nós, sendo, seremos e seremos. Como um bambolê que se formou ao longo de muita construção até chegar ao ponto de não ter fim.
Essa pequena borboleta, ao qual me toca, é única, pois dentre tantas somente esta passa por diversas metamorfoses! Por quantas passou e por quantas ainda passará? Nunca saberei, nem ao mesmo ela saberá… Mas quando a última transformação terminar, terá as asas mais lindas que já foram vistas, ou imaginadas…
Qual é o meu nome? Meu nome é o dela e o dela é o meu…
A distância mais uma vez está, mas o que ainda posso sentir é o arrepio do amor, e sentir isso, é saber que você também o está sentindo!